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Tratamentos

As mãos têm o maior número de terminações nervosas que em qualquer outra parte do corpo, sendo capazes de realizar tarefas muito elaboradas, tanto motoras quanto sensitivas. As patologias que envolvem as mãos surgem facilmente com pequenos ou grandes acidentes, podendo ser traumáticas ou não traumáticas. Confira abaixo as patologias ortopédicas mais comuns neste órgão, as quais o Dr. Alexandre Diniz Abreu está habilitado a coordenar o tratamento ambulatorial e/ou cirúrgico com base no diagnóstico realizado em seu consultório.

Artrite e artrose

A artrite nas mãos é ocasionada pela inflamação em uma ou mais articulações. Quando os danos à parte afetada são ampliados, ocorre ali um desgaste, provocando a artrose, que também pode ocorrer em função de uma doença inflamatória (como artrite reumatoide e lúpus eritematoso) infecção, trauma ou degeneração. Pode ocorrer principalmente na ponta dos dedos (nódulos de Heberden), na base dos dedos, no punho e na base do polegar (rizartrose). Inicialmente, o tratamento é clinico e feito por meio de medicamentos, imobilização e reabilitação. Os sintomas podem ser amenizados também com o uso de remédios "protetores" de cartilagem e injeção intra-articular de substâncias viscosas na área afetada. Quando há uma doença-base, como a artrite reumatoide, é importante que o controle dela seja feito por medicamentos específicos. Em casos avançados. opta-se pelo tratamento cirúrgico, cujo método depende da articulação envolvida e do grau de artrose.

Cisto sinovial

O cisto sinovial é um tumoração benigno que habitualmente apresenta-se como um pequeno nódulo arredondado acima das articulações ou tendões, principalmente nas mãos e punhos. Em português bem claro, o cisto sinovial é uma bolinha de consistência mole, que surge geralmente acima do punho ou em um do dedos da mão. Este cisto encontra-se na sinóvia, bolsa que contém o líquido sinovial, espécie de lubrificante que fica dentro das articulações, permitindo que as cartilagens "escorreguem" entre elas durante a execução de movimentos, evitando desgastes entre estas, ossos, músculos, nervos e tendões. O cisto sinovial surge nas articulações ou tendões, sendo uma herniação de parte da sinóvia e da cápsula das articulações. Este “vazamento” de líquido sinovial para fora das articulações forma uma bolsa que pode ser facilmente vista e palpada. Não se sabe muito bem por que os cistos sinoviais surgem. A teoria mais aceita é de que pequenas lesões da cápsula articular, causadas por traumas ou esforço repetitivo, permitem o extravasamento de líquido sinovial para fora da articulação, formando o cisto. Além do trauma e do uso excessivo da articulação, um defeito na formação da articulação também parece ser importante, já que o cisto sinovial pode surgir em pessoas sem história de traumas ou uso repetitivo da articulação. O cisto sinovial é uma massa arredondada, que costuma ter um diâmetro de 1 a 3 centímetros, compressível e de consistência borrachosa. O cisto costuma ser visível e palpável, estando a pele acima íntegra e sem sinais inflamatórios. A lesão é transluzente, ficando avermelhada quando jogamos um foco de luz sobre a mesma, demonstrando seu conteúdo fluído. O cisto pode surgir subitamente ou ir crescendo ao longo do tempo. Seu tamanho pode variar, estando mais ou menos volumosos em determinados momentos. Ele também pode desaparecer espontaneamente e reaparecer tempos depois. O cisto sinovial pode surgir em qualquer articulação, mas sua localização mais habitual é na região do punho ou em um dos dedos da mão. Ele não costuma provocar dor, mas pode fazê-lo caso a massa comprima algum nervo. Nesta situação, além da dor, também é possível haver perda de força e de sensibilidade na região da articulação ou tendão. Existem casos de cistos sinoviais pequenos e ocultos, que não são visíveis através da pele, mas que são descobertos por causarem dor. Cistos ocultos podem ser diagnosticados pela ultrassonografia ou ressonância magnética. O cisto sinovial é uma tumoração benigna, sem nenhuma possibilidade de se transformar em câncer. Na maioria dos casos ele é assintomático e, como pode desaparecer espontaneamente, nenhum tratamento é necessário. Por outro lado, se o cisto estiver provocando dor ou atrapalhando na movimentação da articulação, o tratamento médico está indicado. Um tratamento simples é a imobilização da articulação com talas, de forma a comprimir o cisto e impedir a movimentação da articulação. Desta maneira, tenta-se criar um mecanismo contrário, empurrando o material do cisto de volta para a articulação. A aspiração do cisto com uma agulha é outra opção e pode ser feita com anestésicos locais no próprio consultório. Após a aspiração, o médico costuma infundir uma solução com corticoides para colar as paredes do cisto e atrapalhar o seu reenchimento. A taxa de sucesso desta técnica é de 75%. A cirurgia pode ser feita pela via clássica ou através de artroscopia. O problema da cirurgia é que ela é um procedimento muito mais invasivo e não garante 100% de cura. Mesmo após remoção cirúrgica, o cisto sinovial pode retornar.

Dedo em gatilho

O dedo em gatilho ou tenossinovite estenosante, como é cientificamente chamada, é uma inflamação no tendão responsável por dobrar o dedo, fazendo com que o dedo fique sempre dobrado, mesmo que o indivíduo tente abri-lo. Para este quadro a cura se dá por meio de tratamento medicamentoso, fisioterápico ou, em casos mais graves, cirúrgico. A inflamação crônica do tendão provoca a formação de um nódulo na base do dedo, que é o responsável pelo estalido, parecido com um gatilho, durante o fechamento e abertura do dedo afetado. O dedo em gatilho é mais frequente em mulheres de meia-idade, mas pode ocorrer em pessoas de todas as idades, incluindo crianças. Dor na base dos dedos ou na palma da mão, inchaço e endurecimento do dedo, e estalido doloroso parecido com um gatilho são sintomas da tenossinovite estenosante. Este problema costuma ocorrer com mais frequência nos dedos polegar, médio e anelar, os quais tendem a ficar piores no período da manhã após a inatividade destes à noite. As causas do dedo em gatilho podem ser genéticas, reumáticas, diabéticas ou por realização de atividades repetitivas. No entanto, na maioria dos casos, a causa é desconhecida. O diagnóstico é feito através da exame do paciente e da realização de exames complementares, como ultrassonografia e ressonância magnética. O tratamento para dedo em gatilho varia conforme a intensidade, gravidade e os sintomas. Para casos mais graves, é realizada uma cirurgia que consiste em um pequeno corte na palma da mão seguido do alargamento ou liberação da porção inicial da bainha do tendão. O tratamento cirúrgico para dedo em gatilho tem baixo índice de complicações e excelente resultado a curto e longo prazo.

Dedo em martelo

É uma deformidade do dedo causada por um traumatismo que lesiona o tendão extensor da falange distal e o impede de exercer sua função. Assim, a ponta do dedo fica dobrada, e o paciente fica incapaz de movê-la e sustentá-la. Na maior parte dos casos, o traumatismo ocorre durante a prática de esportes. No dedo em martelo, o tendão extensor da falange distal se rompe ou se estica como se fosse uma liga que perde sua elasticidade, fazendo com que a extremidade do dedo permaneça curvada para baixo. Em alguns casos pode acontecer que um pedaço do osso seja arrancado no local onde se insere o tendão, deixando a falange distal permaneça flexionada. O dedo geralmente fica doloroso e inchado e o paciente fica incapaz de esticar completamente a ponta deste. Na maioria dos casos, o exame clínico é suficiente para diagnosticar o dedo em martelo, já que a ponta do dedo posicionada em flexão pode ser facilmente observada e caracteriza esse tipo de lesão. Habitualmente é solicitada uma radiografia com o objetivo de descartar uma fratura grave ou ruptura do tendão. O tipo de tratamento varia de acordo com a gravidade do dedo em martelo. Em casos mais leves, pode ser indicado o tratamento conservador, que consiste na imobilização da ponta do dedo com uma tala que deve ser usada por um período de 6 a 8 semanas de maneira contínua. Já em casos mais graves é necessária uma cirurgia, com a fixação da fratura realizada com o uso de arame, parafusos e pinos.

Doença de Dupuytren

A doença de Dupuytren, também chamada de síndrome de Dupuytren ou contratura de Dupuytren, é definida como uma doença fibroproliferativa que acomete a fáscia palmar, caracterizando-se pela degeneração das fibras elásticas, espessamento e hialinização do feixe de fibras de colágeno dessa região, com formação de nódulos e contração. Esta moléstia foi primeiramente descrita por Cooper, na Inglaterra e, por conseguinte, por Boyer (1823), na França. O primeiro diferenciou-a das contraturas resultantes de lesões dos tendões flexores e bainhas. No entanto, foi apenas em 1832 que Guillaume Dupuytren publicou um artigo descrevendo detalhadamente a patologia em questão. A etiologia desta afecção ainda não foi elucidada. É conhecido que os homens são mais acometidos do que as mulheres, especialmente, após os 40 anos de idade. Quando crianças são afetadas, ocorre a forma mais grave da moléstia. Indivíduos fumantes, alcoólatras, diabéticos e usuários de drogas apresentam uma probabilidade mais elevada de desenvolverem a doença. As manifestações clínicas iniciam-se com o aparecimento de um nódulo na região palmar, próximo ao dedo anelar ou ao mínio. Ao passo que a doença evolui, outros nódulos surgem, resultando na contração dos tendões dos dedos, flexionando-os. Habitualmente, o dedo anelar é o primeiro a ser afetado, alcançando, por conseguinte, o mínimo e o médio. O diagnóstico correto deve ser feito pelo médico ortopedista, que irá indicar o melhor tratamento. O tratamento conservador é o mais comumente realizado e objetiva evitar a ocorrência de contraturas articulares secundárias, através de exercício de extensão forçada e aumento da extensibilidade da fáscia por meio da aplicação de correntes ultrassônicas ou outro procedimento que aplique calor profundo. Na fase nodular da doença, também é indicado a radioterapia, a ingestão de vitamina E e a realização de corticoterapia, juntamente com a imobilização da mão acometida. Nos casos mais graves, quando o paciente encontra-se impossibilitado de colocar a palma da mão por completo sobre uma superfície lisa, a deformidade deve ser corrigida por meio de procedimento cirúrgico.

Epicondilite lateral

Apesar de ser conhecido também como "cotovelo do tenista", a epicondilite lateral não é um problema limitado a quem pratica esse esporte. Trata-se de uma inflamação dos tendões do cotovelo muito comum a quem realiza movimentos repetitivos com o punho e os dedos. Os músculos que fazem a extensão do punho e dos dedos têm origem na parte lateral do cotovelo, em uma proeminência óssea chamada epicôndilo lateral. Diversos músculos extensores são originados nessa região e quando o punho está virado para cima, estendido, esses músculos contraem-se, gerando tensão em sua origem. Quando ocorre sobrecarga e desgaste dessa região, podem ocorrer fissuras no tendão, iniciando um processo inflamatório e levando, assim, à epicondilite lateral. Esse problema é mais comum em pessoas com mais de 35 anos. Apesar do nome, o "cotovelo de tenista" pode afetar qualquer pessoa que usa repetidamente os pulsos e os dedos nas atividades do dia a dia. Os principais sinais e sintomas de epicondilite lateral são dor no cotovelo com piora gradual, irradiação da dor da parte externa do cotovelo para o antebraço e para as costas da mão, principalmente ao segurar ou torcer alguma coisa, fraqueza, rigidez muscular e sensibilidade na região afetada. A epicondilite lateral é geralmente diagnosticada com base no histórico clínico do paciente e em um exame físico. Um raio-X pode ajudar o médico a excluir possíveis outras causas dos sintomas, como uma fratura ou artrite. Raramente outros exames de imagem mais abrangentes - como a ressonância magnética nuclear - são necessários. Além de cuidados caseiros que o médico lhe recomendará, ele pode injetar cortisona e um medicamento anestésico em torno da área onde o tendão se liga ao osso. Isso pode ajudar a diminuir o inchaço e a dor. Se a dor persistir após o período de 6 a 12 meses de descanso e tratamento, pode ser recomendada cirurgia. A dor no cotovelo decorrente da epicondilite lateral pode melhor sem cirurgia. Entretanto, a maioria das pessoas que faz a cirurgia tem pleno uso de seu cotovelo e antebraço posteriormente.

Fratura do punho

A fratura do punho é a ruptura de pelo menos um osso do antebraço na parte mais perto da mão (distal). O punho é formado pela parte terminal dos ossos do antebraço - rádio, ulna e mais oito ossos pequenos que conectam o antebraço com a mão: escafoide, lunato, piramidal, pisiforme, trapézio, trapezoide, capitato e hamato. Os quatro ossos proximais (mais próximo do antebraço) articulam-se com o rádio e ulna, os outros quatro formam a articulação com os ossos da mão, do primeiro ao quinto metacarpo. O modo clássico onde o punho se quebra é a queda com as mãos na frente para proteger a cabeça, a mão efetua uma extensão violenta. Um fragmento de osso pode danificar os nervos que passam através do pulso: radial, ulnar e mediano, pode causar uma lesão nas artérias e veias da mão. Na fase aguda, os sintomas são inchaço e forte dor, o punho provoca dores muito intensas. Muitas vezes, uma simples contusão se confunde com uma fratura porque o paciente “pula”, mesmo com um pequeno movimento passivo da mão. Na fase pós aguda, os sintomas são dor insuportável durante o movimento, na pressão e ao apertar os objetos com a mão. Se também houver lesões dos vasos sanguíneos, nervos ou ligamentos, podem existir sintomas mais graves como hemorragia ou paresia. As fraturas mais estáveis precisam de menos radiografias de controle, geralmente se faz quando se retira o gesso. Se a fratura não pode ser reduzida a um nível aceitável ou se é gravemente instável e corre o risco de permanecer desviada, também se é imobilizada com o gesso, o médico pode recomendar a cirurgia para reduzir e estabilizar os fragmentos da fratura. O diagnóstico é clínico, mas requer a confirmação da radiografia porque se o paciente tiver uma dor intensa e incapacidade para mover a mão é necessário excluir o hematoma. A radiografia pode não mostrar a lesão óssea no dia do trauma, recomendando-se esperar dois dias. Se a articulação é instável e a fratura é sem desvio, o cirurgião ortopédico pode recomendar a cirurgia para permitir a cicatrização e acelerar a recuperação. Com uma fratura incompleta ou sem desvio mas não grave, é necessário colocar o gesso ou uma órtese que imobiliza a mão e o pulso durante um mês, raramente o ortopedista recomenda 2 meses de bloqueio da articulação. O primeiro mês pós-lesão, o paciente deve fazer uma radiografia de controle a cada duas semanas. Quando o ortopedista acredita que a formação de calo ósseo é suficiente pode remover o gesso ou a órtese. Quando a radiografia mostra a calcificação da fratura, você deve iniciar a fisioterapia; em particular para punho, cotovelo e a mão porque os movimentos são muito finos e precisos. Os músculos do antebraço e da mão tornam-se fracos, portanto devemos fortalecer com exercícios isométricos (contração na ausência de movimento) e em seguida levantar pesos ou objetos. A recuperação do movimento é conseguida por meio de exercícios que envolvem os dedos da mão, pulso e antebraço. O tempo para cicatrização de uma fratura sem desvio do punho é curto, geralmente em dois meses o paciente volta para suas atividades diárias com um pouco de dor.

Lesões por esforços repetitivos

Popularmente conhecida como LER (de "lesões por esforços repetitivos"), trata-se de uma síndrome que ocasiona bastante dor e incapacidade funcional causada por tarefas que desenvolvem movimentos locais repetitivos ou posturas forçadas. Também é conhecida por LTC (Lesão por Trauma Cumulativo) e Dort (Distúrbio muscular Relacionado ao Trabalho). No âmbito das mãos, os casos mais comuns de LER são tendinites, tenossinovites, reumatismo e osteoartrite. Em comum, elas apresentam fases e estágios que começam por dores que são amenizadas com repousos até aquelas em que ocorrem estado doloroso intenso com incapacidade funcional temporária ou permanente. Por isso, é importante procurar um especialista o quanto antes possível para este indicar o melhor tratamento e, dependendo o caso, o uso de luvas ergonômicas. Quanto mais se espera para buscar auxílio, maiores são as chances de lesões permanentes. As empresas podem colaborar para a prevenção da LER se observaram a ergonomia dos ambientes do trabalho, isto é, criar condições para que o corpo dos seus colaboradores executem as tarefas com o menor desgaste possível.

Mão em garra

É uma condição em que os dedos da mão ficam muito curvos, tornando a mão semelhante a uma garra. Pode ser congênita, ou seja, uma característica da pessoa desde o nascimento, ou pode ser adquirida. Nesse caso, ela é sintoma de algum problema de saúde (coma síndrome do túnel do carpo, espondilose cervical, neuropatia diabética e neuropatia alcoólica) que pode inclusive tornar difícil o uso das mãos para executar suas funções, como pegar objetos. A mão em garra congênita será detectada pelo pediatra da criança, que poderá encaminhá-la a um especialista. Já em casos de mão em garra adquirida, é importante buscar ajuda médica, principalmente se a condição estiver afetando as atividades diárias do paciente. Geralmente, o diagnóstico é feito por um exame físico realizado pelo médico durante a consulta. Por meio desse procedimento, serão avaliadas as condições dos músculos e os movimentos que podem ser executados com as mãos. Em alguns casos, será necessário realizar uma eletroneuromiografia, exame em que agulhas são colocadas nos músculos das mãos, medindo os impulsos elétricos de quando elas se movem. O teste mostrará se há alguma atividade anormal dos nervos da região. O tratamento das mãos em garra vai variar conforme a causa e a grau de gravidade do sintoma. O tratamento pode envolver medicamentos, fisioterapia, repouso e cirurgia de reparação de nervo, ligamento ou músculo.

Polidactilia e sindactilia

A polidactilia é um defeito congênito que provoca o aparecimento de um apêndice cutâneo suspenso geralmente do dedo mínimo (como um sexto dedo). Este dedo adicional é geralmente um pequeno pedaço de tecido fino e suave. Este transtorno pode ocorrer espontaneamente, sem nenhum outro sintoma ou doença. Normalmente esta característica envolve apenas um gene que pode causar algumas variações e que pode transmitir-se de pais para filhos. Mas também pode ser um sintoma de uma doença genética mais grave, como a síndrome de Carpenter, a síndrome de Ellis-van Creveld (displasia condroectodérmica), a síndrome de Rubinstein-Taybi ou trissomia-13. Por isso, quando uma criança nasce com esta característica deve ser examinada em profundidade para descartar qualquer outro problema. Se o apêndice não tem ossos e se é muito pequeno simplesmente retira-se, atando uma corda bem apertada à volta do pedículo para que o faça desprender-se mais à frente. Os dedos maiores podem requerer cirurgia para retirá-los. Em nenhum dos casos fica marca. A sindactilia ocorre quando um ou mais dedos estão unidos entre si. Esta união pode ser completa (se até os ossos estão unidos) ou parcial (se apenas estão unidos por uma membrana). A sindactilia também pode apresentar-se juntamente com outros defeitos que comprometem o crânio, a cara e os ossos. Pode ser motivada por outros transtornos como a síndrome de Down, a síndrome de Apert ou a síndrome de Carpenter. Se uma criança nascer com este problema, realizam-se diferentes exames adicionais como estudos cromossômicos, exames de laboratório para analisar certas proteínas (enzimas) e problemas metabólicos e radiografias. Geralmente, a cirurgia à sindactilia fazem-se entre os 6 meses e os 2 anos de idade. Esta consiste em fazer uma incisão na pele e levantar pequenas abas nos lados dos dedos e na membrana. As abas suturam-se na sua posição, deixando áreas descobertas que se podem cobrir depois, se necessário, com enxertos de pele retirada da região das virilhas. A complexidade da operação depende de se a condição envolve simplesmente a pele ou se há compromisso de outros tecidos moles e ossos. O reparo é quase sempre bem sucedido, mas quando os dedos unidos compartilham uma só unha, quase nunca é possível criar duas unhas de aparência normal e, como resultado, uma delas terá um aspecto diferente das outras.

Rizartrose

Caracteriza-se por uma artrose que atinge a articulação da base do polegar. Esta articulação, denominada de articulação trapézio-metacarpiana, é formada pelo osso trapézio e pela base do primeiro metacarpiano. Trata-se de uma articulação em forma de sela, intrinsecamente instável, possibilitando assim uma grande amplitude de movimentos. Na rizartrose, verifica-se o desgaste progressivo da cartilagem articular com exposição do osso subjacente, sendo fonte de dor, deformidade e limitação da mobilidade do polegar. É um problema sem causa definida, apenas com fatores em comum entre os diversos casos, tais como fatores genéticos, sobrecarga de movimentos e fraturas pós-traumáticas. Afeta mais frequentemente as mulheres, sobretudo com idade superior a 40 anos. Os sintomas variam de acordo com a gravidade da doença. O principal sintoma é a dor na base do polegar, que agrava com a execução de atividades mais vigorosas ou repetitivas que envolvam os movimentos de agarrar, pinçar e movimentos de torção. Muitos pacientes relatam dificuldade em escrever ou realizar outras atividades finas como tocar instrumentos, usar tesouras ou o mouse do computador, rodar uma chave, abrir uma garrafa ou a tampa de um frasco. Em situações mais graves, a dor pode surgir em repouso, associada à fraqueza, limitação da mobilidade e deformidade da base do polegar. A história e o exame clínico são habitualmente suficientes para permitir o diagnóstico. A radiografia (raio x) é importante para confirmar o diagnóstico, avaliar a gravidade e programar o tratamento. A rizartrose, como qualquer processo artrósico, evolui para o agravamento progressivo, pelo que, uma vez instalada, a solução definitiva é apenas o recurso ao tratamento cirúrgico. No entanto, em alguns casos, a doença evolui muito lentamente, os sintomas são escassos e os doentes desenvolvem formas de adaptação que lhes permite controlar a doença apenas com recurso ao tratamento conservador (anti-inflamatórios, imobilização, mudança de rotina e aplicação de gelo sobre o local), que é a primeira etapa do processo para quase todos os pacientes.

Síndrome do túnel cubital

O nervo cubital passa perto da superfície da pele do cotovelo e é facilmente danificado quando a pessoa se apoia repetidamente sobre o cotovelo, ao manter o cotovelo flexionado por períodos prolongados ou, em alguns casos, pelo crescimento anormal de osso na região. É menos comum do que a síndrome do túnel do carpo. Arremessadores de beisebol são mais propensos à síndrome do túnel cubital por conta da torção exagerada do braço, necessária para arremessar uma bola rápida para a lateral. Os sintomas incluem a dormência e uma sensação de agulhas no dedo anelar e mínimo e uma dor no cotovelo. Eventualmente pode se desenvolver um enfraquecimento da mão, especialmente nos dedos anelar e mínimo. A fraqueza também pode interferir no movimento de pinça dos dedos polegar e indicador e a capacidade de segurar objetos com a mão, já que a maior parte dos músculos pequenos na mão são controlados pelo nervo cubital. A síndrome do túnel cubital grave crônica pode levar à perda muscular (atrofia) e deformação da mão em formato de garras. Os médicos baseiam o diagnóstico em um exame, mas estudos de condução nervosa (eletromiografia e estudos de condução nervosa) podem ser necessários para auxiliar a identificar exatamente a área da lesão do nervo, especialmente se estiver sendo levada em consideração uma cirurgia. Pessoas com casos leves de síndrome do túnel cubital passam por fisioterapia (incluindo a utilização de uma tala durante a noite para evitar o excesso de curvatura do cotovelo) e evitam pressionar o cotovelo. Utilizar uma almofada de cotovelo durante o dia pode ser útil. Cerca de 85% das pessoas que não respondem ao uso de tala ou que possuem casos mais graves de compressão nervosa podem se beneficiar da cirurgia, que geralmente consiste do alívio da pressão no nervo.

Síndrome do túnel do carpo

Problema decorrente da hipertrofia do ligamento transverso do carpo (estrutura fibrosa localizada no "túnel" que se encontra no início da mão) e/ou da inflamação dos tendões próximos. Este episódio ocasiona a compressão do nervo mediano, caracterizando, assim, a síndrome do túnel do carpo (STC). Mais comum em mulheres de meia idade, a STC pode estar associada à retenção de líquidos no organismo, mas, em muitos casos, sua causa não é identificada. É caracterizada por alguns sintomas, geralmente dormência ou formigamento nos dedos polegar, indicar ou médio, com dores que pioram à noite, podendo estender-se ao antebraço, ao braço e ao ombro. O alívio se dá quando a mão é colocada para baixo e sacudida. Se a doença evoluir, podem aparecer dificuldades para manipular pequenos objetos, fraqueza na mão e sensação de inchaço. Quase sempre é possível diagnosticar a STC por meio de exame médico, mas, em algumas situações, é necessário confirmá-la por meio de eletroneuromiografia ou exames de imagem. O tratamento é feito por meio da prevenção de atividades que provocam ou agravar os sintomas, além da administração de remédios que visam "soltar" os tendões inflamado e o uso de um tala para imobilizar o punho. Quando este tratamento não é efetivo, realiza-se uma cirurgia na qual o ligamento na base da mão é cortado. Se o problema estiver presente nas duas mãos, realiza-se primeiro naquela onde a dor é mais incômoda e, duas semanas depois, repete-se o procedimento na outra mão. Os resultados a longo prazo desta cirurgia são geralmente satisfatórios e a dor desaparece quase de imediato, além de haver redução significativa nos episódios de formigamento. A massa muscular perdida (atrofia) em pacientes com casos crônicos geralmente não é recuperada.

Unha encravada

A unha encravada (onicocriptose) ocorre quando uma das pontas da unha, ao crescer, literalmente “penetra” na pele em volta dela. O processo decorre de um aumento na pressão sobre a unha causado principalmente pelo ato de apará-las de forma errada ou usar sapatos apertados ou de pontas finas. O encravamento se caracteriza pela inflamação e vermelhidão dos cantos da unhas, que podem até mesmo soltar pus e provocar dores com intensidade variada. Quando este problema começa a comprometer a qualidade de vida do paciente, faz-se necessário acompanhamento especializado e a realização de cirurgia para a retirada da unha cravada. Realizada com anestesia local, este incômodo é retirado por meio de técnicas como a fenolização (aplicação de ácido visando à destruição da porção encravada da unha e a sua remodelação), cantoplastia (retirada cirúrgica da chamada hiperplasia, que muitas vezes se dobra sobre o canto e a unha, causando sangramento e inflamação e a reparação do canto ungueal), matricectomia (diminuição da largura da unha pela raiz para adequá-la ao leito) e onicoplastia (junção das técnicas anteriores).