CONHEÇA A SÍNDROME DO TÚNEL DO CARPO

Uma forma fácil de tentarmos entender, quando falamos em túnel: é construirmos na nossa cabeça, uma imagem mental de um túnel, como uma montanha com uma floresta em cima, e carros e caminhões entrando e saindo deste. O túnel é uma estrutura estática! Não aumenta de tamanho para caminhões, e nem diminui para carros, que venham a transitar nele! -Guardem, esta imagem!

Agora, vamos imaginar, a nível do punho, que os ossos do punho, em baixo, fazem o assoalho, como se fosse uma sela; e em cima, temos um ligamento, inelástico, que não aumenta de tamanho, podendo algumas vezes ficar mais espesso, diminuindo assim o diâmetro total do túnel do carpo.

Dentro deste túnel, temos nove tendões e um nervo, muito sensível e delicado: o nervo Mediano! Se, por questões, adversas: os tendões ficarem mais espessados, bem como a capa (sinóvia) que os reveste; e/ou o ligamento do túnel do carpo; isto leva a um aumento de pressão dentro do canal do carpo, prejudicando assim a nutrição e a vascularização do nervo Mediano.

A síndrome o túnel do carpo, pode ser prejudicada, também por outras situações;  seja por questões hormonais, menopausa (para as mulheres), alterações da tireoide, doenças reumáticas, gravidez, e até por estar forçando um pouco a mais!

E como é que o nervo nos avisa, que ele está sendo comprimido, que há falta nutrientes e oxigênio, para a sua nutrição?! Ele começa a nos dar a sensação de formigamento nos dedos e na mão, dor em queimação e dormência; geralmente e incialmente durante a noite e, depois com tempo, durante o dia. Com a evolução, começamos também a sentir uma perca de força, com a mão ficando enfraquecida, e até deixando cair objetos, que antes carregávamos com facilidade!

A Síndrome do Túnel do Carpo pode ser diagnosticada clinicamente, durante a consulta médica.  O tratamento varia para cada paciente, e depende da complexidade do caso.

Em casos mais leves, o tratamento clínico pode ser feito inicialmente, com a restrição de movimentos e medicamentos específicos; se não houver melhora satisfatória, e de acordo com a gravidade e evolução da patologia, pode até ser indicada o tratamento cirúrgico, para a abertura do ligamento, e subsequente descompressão do nervo mediano!

 

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